A quem interessa ter a comida como mercadoria, cada vez mais cara e menos saudável, enquanto a fome segue sendo uma realidade para milhões de pessoas?
Neste 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação, essa pergunta nos convida a refletir sobre os interesses econômicos e as escolhas políticas que influenciam nossos sistemas alimentares e determinam quem tem acesso à comida de verdade.
Entre 2019 e 2021, a fome cresceu no Brasil e o país voltou ao Mapa da Fome em 2022, com mais de 33 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar grave (fome), segundo levantamento da Rede PENSSAN. O país só superou essa situação e saiu do Mapa da Fome novamente em 2025, com o investimento em políticas públicas de combate à fome e de promoção da segurança alimentar e nutricional, do fortalecimento de programas como o PNAE e o PAA e da participação da sociedade civil nos espaços de formulação e controle das políticas públicas.
Mas essa conquista não significa que o problema esteja resolvido. Para que os avanços sejam duradouros, é fundamental ampliar e fortalecer as ações que garantam o direito humano à alimentação adequada e saudável.
A comida não pode ser tratada apenas como mercadoria, nem o acesso à alimentação deve depender exclusivamente do poder de compra. O direito à alimentação deve prevalecer sobre interesses privados e corporativos. Por isso, defendemos a democracia, o fortalecimento de políticas públicas que garantem direitos e a participação da sociedade nessas políticas.
Não podemos retroceder. Precisamos avançar para que ninguém mais passe fome e todas as pessoas tenham acesso à comida de verdade!
Fome Nunca Mais: nenhum prato sem comida de verdade.

